sexta-feira, 16 de setembro de 2011

3ª ETAPA – 27 e 28 de Agosto - Por Três Caminhos "Itambé, Milho Verde e São Gonçalo"

 Saímos de Santo Antônio do Itambé dia 27 de Agosto e percorremos 28 km até Milho Verde. Esse pequeno percurso nos deu uma nítida sensação de estarmos fora do Brasil. Belíssimo é a palavra que melhor ilustra todo aquele percurso cheio de pedras e belas vistas com suas águas frias e solo revestido sempre por lindas e grandes bromélias. Aqui sofríamos com longas subidas e descidas, pedras pelo caminho e sol escaldante. O tempo insistia em passar e o que mais queríamos era que ele parasse por alguns segundos e nos deixasse perceber mais e mais tudo ao redor daquele GIGANTE DO VALE o “PICO DO ITAMBÉ”.  Chegamos a Milho Verde por volta de 19:30h. Milho Verde surgiu no século XVIII. Sua história, marcada pelo controle da passagem de pessoas e mercadorias, está evidente na presença de um registro, espécie de alfândega, um dos atrativos do povoado. Além de locais adaptados para acolher o turista, Milho Verde oferece a paisagem de tirar o fôlego que existe por trás da Capela do Rosário, composta por vales e montanhas da Serra do Espinhaço, todas recheadas de cachoeiras. Hospedamo-nos na Pousada do Senhor Morais e nos encantamos com tanta simpatia e dedicação por parte dele e seus familiares.
            Dia 28 de Agosto saímos de Milho Verde em direção a são Gonçalo do Rio das Pedras. Percorremos 10 km e paramos exatamente sobre a ponte que corta o Rio Jequitinhonha, datada do Século XVIII. Junto com a história, o trecho reserva belas paisagens. Voltamos a São Gonçalo do Rio das Pedras para desfrutar de sua beleza e misticismo. Esse Povoado nasceu em meados do século XVIII, durante a exploração do ouro. O local conta com boa infraestrutura turística. Seus pontos forte são, além do clima tranquilo, a capela do Rosário, a Igreja Matriz, e as belas cachoeiras, uma delas localizada dentro do povoado, com cerca de 60 metros de desnível.
PROXIMA ETAPA – 1º DE OUTUBRO “São Gonçalo a Diamantina”

sexta-feira, 29 de julho de 2011

SEGUNDA ETAPA - 23 e 24 DE JULHO DE 2011

            Bom, já completamos nossa segunda etapa. Nesta etapa ficou evidente que o grupo cada dia mais se torna grupo. Antes caminhávamos cada um por si e hoje esperamos os demais e somos solidários quando necessário. Nesta Etapa tivemos a oportunidade de andar em trilhas que eram utilizadas por tropeiros rumo à estrada real, assim tivemos a sensação de que agora não paramos mais, queremos e necessitamos de caminhar com o EXPEDIÇÕES.
            Não foi uma etapa tão árdua quanto à primeira, mas mesmo assim tivemos alguns atletas que a sentiram. Daqui em diante a paisagem muda, ficando mais prazeroso a caminhada e matas e montanhas nos acompanham.             Nossa partida foi exatamente de onde paramos na primeira etapa, na área rural da cidade de Sabinópolis – MG , criado em 1923, a partir do município do Serro, Sabinópolis está situado numa vargem de clima ameno, na zona do Vale do Rio Doce. O nome do município é uma homenagem ao político Sabino Barroso (deputado, senador e ministro) e hoje possuem uma população de aproximadamente 15 707 habitantes. Iniciamos nossa caminhada às 7:45h da manha de sábado do dia 23 de julho de 2011 em direção a Euxenita (distrito de Sabinópolis – MG que recebeu esse nome devido à existência na região do minério assim chamado e de outras pedras preciosas).
Percorrido essa distancia e deixando Euxenita para trás, tínhamos mais 12 km de asfalto até a Cidade de Materlândia – MG, localizada também na zona do vale do Rio Doce com uma população estimada em 4.595 habitantes, fundada em 1º de março de 1962. Aqui fomos recebidos pelo seu Zé Amaro e esposa dono do único hotel da cidade. Alias, todo o EXPEDIÇÕES agradece a essa família por sua receptividade e o carinho que nos foi dado durante o dia em que estivemos em Materlândia. O frio foi o maior dos protagonistas neste primeiro dia de nossa Segunda Etapa rumo à Parati – RJ.
Agora nos faltava apenas mais 12 km de Materlândia sentido Santo Antonio do Itambé – MG por trilhas e caminhos percorridos por tropeiros da região. Muita subida e com um cansaço já se aflorando cumprimos nosso percurso de Sábado e percorremos 36 km nesse dia e agora nos faltava um bom banho e um belo tutu e macarrão para repor as energias perdidas e nos preparar para os últimos 27km que nos faltava para chegarmos a nosso destino desta Primeira Etapa.
Domingo dia 24 de julho de 2011, às 6h da manha levantamos e tomamos café, em seguida partimos de carro até o local exato da parada do dia anterior. Iniciamos nossa caminhada às 7:30h e caminhamos mais 21km de chão batido e 6 de asfalto até chegar em Santo Atnonio do Itambé – MG, localizado na microrregião de Conceição do Mato Dentro, um município com população estimada em 4.135 habitantes, nascido no século XVIII, faz parte dos circuitos turísticos do Caminho dos Diamantes e da Estrada Real. Guarda muitas histórias: a prisão do Padre Rolim, na “grota do padre”; o ourives e jornalista Geraldo Pacheco de Melo, fundador do “Liberal do Serro” em 1828, primeiro jornal da região; terra natal do poeta Adão Ventura.
O Pico do Itambé atrativo turístico eleva-se a 2044 metros na Serra do Espinhaço, no estado de Minas Gerais, entre os municípios de Serro e Santo Antônio do Itambé.  Também chamado de “teto do sertão mineiro”, o Itambé é o ponto mais alto da Serra do Espinhaço e do interior mineiro. De cima, a vista domina mais de uma centena de quilômetros ao redor do pico. Toda a região tem o Itambé como guia e referência. Nos primórdios de Minas Gerais, chegou a ser considerado o mais alto do estado. Foi o marco referencial para os naturalistas, exploradores e bandeirantes que passaram pela região, desde o século XVI. A cadeia de elevações que o cerca é de fundamental importância para Minas, por ser a vertente de três das principais bacias hidrográficas do estado: as bacias do São Francisco, do Jequitinhonha e do Rio Doce.
Aqui o GRUPO EXPEDIÇÕES chegou às 13:40h do dia 24 de julho de 2011 e cumpriu sua segunda etapa da caminhada ESTRADA REAL.
NOS ACOMPANHE, se não pelas estradas por nosso portal de comunicação. 

segunda-feira, 11 de julho de 2011

PRIMEIRA ETAPA - de 18/06 a 19/06

Saímos de Peçanha, cidade do interior de MG cuja população estimada em 17.157 habitantes, localizada no vale do Rio Doce a 310 km de Belo Horizonte, descoberta pela expedição de Serro (antiga vila do Príncipe) comandada por João Peçanha Falcão. Inicialmente pelos primitivos denominada povoado de Santo Antonio de Peçanha, Santo Antonio de Descoberto de Peçanha e Rio Doce. Foi elevada Cidade em setembro de 1881 com o nome de Suaçui e em 1887, voltou a chamar-se Santo Antônio do Peçanha. Em 1911 assumiu o nome de Peçanha.
       Logo na saída, o carro da apoio fura o peneu trazeiro e fomos obrigados a saír 15 min. atrasados.
Observamos nos poucos quilômetros de caminhada o quanto nossa natureza é exuberante, más por não observá-la sempre enxergamos aquilo que nos acostumamos a ver. PRIMEIROS MARCO CONQUISTADO, Cantagalo, pequena cidade do Vale do Rio Doce, emancipada em janeiro de 1996 tendo hoje sua população estimada em 4.190. De Peçanha até o centro de Cantagalo percorremos 8 km.  SEGUNDO MARCO CONQUISTADO, São João Evangelista, uma cidade com aproximadamente 15.700 habitantes situada no Centro-Oeste do Estado onde o capitão Português ldelfonso da Rocha Freitas que, entre 1820 e 1830, construiu sua Fazenda São João. Municipio a partir de 12/06/1912. Da cidade de Cantagalo até esse ponto percorremos mais 17 km totalizando 25 km.  
Depois de 7:40h de caminhada chegamos a Comercinho, um lugarejo  que pertence a cidade de São João Evangelista. De São João Evangelista a Comercinho percorremos 8km . Neste primeiro dia da Primeira Etapa TOTALIZAMOS: 33km.
Saímos de Comercinho (S.J) no domingo dia 19 de junho de 2011 e percorremos mais 20km dentro do projeto Babilônia da Cenibra rumo a Euxenita, cujo vilarejo contaremos sua história na próxima etapa.
Nossa primeira etapa foi árdua, mas todos conquistaram seus objetivos totalizando 53km percorrido nesta ETAPA DE NÚMERO 1.
Parabéns aos Integrantes do Grupo Expedições.
Ana Célia e Renato, Aline França e Juarez Vieira, Silvinha, Gilma, Beatriz, Willian e Alice, Marcelo Mourão, Suely, Eustáquio (supertako), Douglas, Reinaldo e Maksandra, Tião e Nivalda, Cristiane, Lucas, Adrielle e nosso apoio Cristiano (nenzinho).   

TÉCNICAS CORRETAS PARA CAMINHADA É FUNDAMENTAL

- Observe a batida do calcanhar que deve ser a primeira parte do pé a tocar o chão, depois a planto do pé e por fim, os dedos;
- Implusone o corpo á frente, usando os glúteos e os músculos da parte posterior das pernas;
- Mantenha as costas e o abdome firmes e contraídos;
- Use os braços, dobre o cotovelo a 90 graus e inicie todo o movimento a partir dos ombros;
- Mantenha os ombros em linha reta e não deixe o corpo girar na cintura, evitando o vai e vem dos quadris;
- Use tênis apropriado para caminhada, pois este absorve mais o impacto com o solo;
- Se você sentir dor nas canelas, diminua a velocidade e evite as ladeiras;
- Faça alongamento antes e depois das caminhadas;
- Hidrate o corpo bebendo água antes, durante e depois do exercício.

TREKKING

A história do trekking é antiga e teve origem no início do Século XIX. A palavra trek tem sua origem na língua africâner e passou a ser empregada pelos VORTREKKERS, os primeiros trabalhadores holandeses que colonizaram a África do Sul.
O verbo TREKKEN significa migrar e carregava uma conotação de sofrimento e resistência física, numa época em que o único meio de locomoção era a caminhada.
Quando os britânicos invadiram a região, a palavra foi absorvida pela língua Inglesa e passou a designar as longas caminhadas realizadas pelos exploradores em direção ao interior do continente.
Atualmente utiliza-se a palavra também em português, significando caminhadas em trilhas naturais em busca de lugares interessantes para conhecer.

Fonte: http://www.trilheirosdosultrk.com.br/materias/59-historia-do-trekking